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23 de maio de 2019

Livro do mês de maio na BIBLIOTECA


Uma Viagem à Índia - TAVARES, GONÇALO M. 


Gonçalo M. Tavares, um dos mais conceituados escritores portugueses da actualidade, propõe uma Epopeia portuguesa para o séc. XXI. Com o melhor da argúcia, lucidez e ironia a que Gonçalo M. Tavares já nos habituou, Uma Viagem à Índia relata-nos a viagem existencial de um homem -um herói, Bloom -, um português que «procurará o impossível: encontrar a sabedoria enquanto foge; fugir enquanto aprende.» Ou uma mulher... 


 Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários. Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. 

21 de março de 2019

Concurso Nacional de Leitura - 13ª Edição




Foram selecionadas de entre vários candidatos ao Concurso do PNL - Fase escolar, as alunas do 11ºI - Beatriz Crujeira e Iara Ribeiro. As alunas participaram na Fase Municipal do Concurso Nacional de Leitura em 19 de fevereiro de 2019 e foram selecionadas para a fase intermunicipal.
A fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura 2019 terá lugar em 4 de maio, em Oeiras.
(Escola Secundária D. João II - Setúbal / CNL)

Setúbal - Uma Baía a Ler - D. João II





Alunos põem uma baía a ler! Leitura e dramatização poética, expressão corporal dramática e apontamentos musicais protagonizados por alunos de escolas do concelho compuseram o espetáculo “Setúbal – Uma Baía a Ler”, na manhã de dia 12 no Fórum Municipal Luísa Todi. 

Um dos momentos da manhã foi a interpretação do poema “Calçada de Carriche”, de António Gedeão, por alunos da Escola Secundária D. João II, turma do 7ªB. Os alunos do 7ºB foram acompanhados pelo Professor Nuno Sousa. 


Perto de três centenas de crianças e jovens, de todos os níveis de ensino, marcaram presença na sexta edição da iniciativa, organizada pelo Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, com o apoio da Câmara Municipal.


31 de janeiro de 2019

Concurso Nacional de Leitura - 2019



A 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorre entre o dia 3 de outubro de 2018, data oficial de abertura, e o dia 25 de maio de 2019, dia da grande final, em Braga. 

Foram selecionadas de entre vários candidatos ao Concurso do PNL - Fase escolar, as alunas do 11ºI - Beatriz Crujeira  e Iara Ribeiro.
As alunas participarão na Fase Municipal do Concurso Nacional de Leitura.
A Fase Municipal – engloba as provas nos municípios, fazendo intervir as Bibliotecas Públicas Municipais, com o apoio das Bibliotecas Escolares.


29 de novembro de 2018

Livro do mês de novembro e dezembro de 2018

Livro do mês de novembro e dezembro exposto na Biblioteca, junto às janelas envidraçadas.


Sobre a escritora:

Nasceu em 1926, em Monroeville, nos Estados Unidos da América, onde frequentou o Huntigton College e estudou Direito na Universidade do Alabama. Foi galardoada com o Prémio Pulitzer e com vários outros prémios. Mataram a Cotovia foi nomeado pelos principais livreiros americanos como O Melhor Romance do século XX, a obra-prima da literatura americana. Já vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e está traduzido para mais de 40 línguas. Viveu sempre uma vida completamente afastada dos círculos mediáticos. Morou toda a sua vida na casa onde passou a sua infância, em Monroeville, no estado sulista do Alabama.


SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
 Livro destinado a leitura autónoma.

 Situado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, o romance de Harper Lee, vencedor do Prémio Pulitzer, em 1961, fala-nos do crescimento de uma rapariga numa sociedade racista. Scout, a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai viúvo, Atticus Finch. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito. Atticus vive de acordo com as suas convicções. É então que uma acusação de violação de uma jovem branca é lançada contra Tom Robinson, um dos habitantes negros da cidade. Atticus concorda em defendê-lo, oferecendo uma interpretação plausível das provas e preparando-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell, o acusador, tenta punir o advogado de um modo brutal. Entretanto, os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de medos, centrado em Boo Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa vizinha.

Fonte: Wook

22 de novembro de 2018

Poema da Semana de António Machado


Semanalmente é selecionado um poema e destacado numa área aprazível da nossa Biblioteca. As bonitas janelas envidraçadas partilham com o espaço interior a monotonia das cores de outono. A nossa atenção é desperta pelos poemas que nos convidam a parar, a ler e a sentir as palavras dos poetas. 
 O poema é de António Machado. A ilustração de C.G.






15 de maio de 2018

Livro do mês de maio 2018 - Biblioteca Escolar

Livro do mês de maio na Biblioteca - O Homem do País Azul 
Autor: Alegre, Manuel






O Homem do País Azul veio revelar uma outra consistente faceta da criação literária de Manuel Alegre. Nelas se conjuga o mais particular e o mais secreto de cada homem com a imensidão do fantástico e do arquetípico. E a dualidade, tratada com acentuada riqueza estilística, confere-lhes sentido universal. O sentido universal da errância e da procura, do real e do imaginário, das rotinas e do inesperado, que em qualquer momento tudo pode subverter. Na alegoria de O Homem do País Azul estão de facto abrangidas todas as terras onde se demanda a liberdade e o sentido de existir. Por ela perpassa o sonho e a nostalgia dos anos sessenta: Paris, Argel, Bolívia, Guevara, a utopia, a festa, o amor, o risco. O Homem do País Azul, poético, fantástico, misterioso, vai direito ao coração. E reacende a «memória perturbada».


 Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu em 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC). Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e é membro do Conselho de Estado. A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio Dom Dinis.

Fonte: Leya Online


24 de abril de 2018

Concurso Nacional de Leitura LER+


Neste segundo momento da fase municipal do 12.º Concurso Nacional de Leitura, promovido pelo Plano Nacional de Leitura em colaboração com a Câmara Municipal de Setúbal e a Rede de Bibliotecas Escolares, participaram os 17 alunos finalistas apurados nas provas literárias realizadas em todas as escolas do concelho, tendo por base a leitura de um livro adequado a cada nível de ensino.

 A nossa aluna Beatriz Crujeira, do 10º ano, turma I, venceu a 2ª fase, fase Municipal do Concurso Nacional de Leitura (ensino secundário), que se realizou no passado dia 17, na Biblioteca Municipal de Setúbal, ficando apurada para a fase interregional.



A sessão contou com a participação do Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, Drº Pedro Pina, que deu os parabéns a todos, sobretudo aos professores bibliotecários “pelo esforço de trabalhar, às vezes em condições difíceis, pela promoção da leitura e das bibliotecas escolares”.

O júri da prova municipal setubalense é constituído pela coordenadora das Bibliotecas e Polos da Câmara Municipal de Setúbal, Lígia Águas, pela poetisa Alexandrina Pereira e pela coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares, Elisabete Carvalho.

6 de março de 2018

Poema da Semana - Biblioteca - 6 março 2018

Convite à Leitura


Poema da semana junto às grandes janelas envidraçadas da Biblioteca da nossa escola: " Cai chuva do céu cinzento", de Fernando Pessoa.


5 de março de 2018

Setúbal - Uma Baía a Ler



A iniciativa “Setúbal – Uma Baía a Ler” conta no dia 6, no Fórum Municipal Luísa Todi, com o envolvimento de mais de quinhentas crianças e jovens da rede escolar do concelho num espetáculo multidisciplinar inspirado no prazer da leitura.

 “Ler para Ser” dá o mote à quinta edição do evento, com início às 09h30, organizado pelo Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, com o apoio da Câmara Municipal, no âmbito da 12.ª Semana da Leitura, promovida pelo Plano Nacional de Leitura.

Crianças e jovens de todos os níveis de ensino das escolas da rede pública vão partilhar o gosto pela leitura e as atividades que realizam ao longo do ano letivo em diversas expressões artísticas que exploram as sonoridades e a musicalidade das palavras.

 O espetáculo, de entrada livre, conta com dramatizações, leituras em voz alta, em português e inglês, performances poéticas e apontamentos musicais.
(Fonte: CM Setúbal )

A Escola Secundária de D.João II participa no evento, com alunos da disciplina de Literatura Portuguesa, do 10º I,  com a dramatização do Mostrengo de Fernando Pessoa.



19 de abril de 2016

Setúbal uma Baía a Ler na D. João II

Hoje foi o dia da sessão de leitura - Setúbal uma Baía a Ler - no auditório da D. João II, porque o São Pedro não nos permitiu a leitura no Jardim da Camarinha. 
Esta sessão foi organizada em conjunto com o Agrupamento de Escolas Luísa Todi, Lati e D. João II.
Contamos com a Presentação do Ex.mo Senhor Presidente da Junta.
Foi uma sessão com saber a leitura ...













29 de fevereiro de 2016

Sessão sobre "História de Bocage, 40 anos em 40 minutos" com o ator José Nobre.

O ator José Nobre na sua representação d’ “ A história de Bocage, 40 anos em 40 minutos”, apresentada no auditório da escola secundaria D. João II, no dia 26 de fevereiro de 2016, teve como mais valia dar aos alunos e professores presentes, a poesia, humor, história e costumes políticos de época, com a seriedade que a obra Du Bocage contém. Mas acima de tudo o ator José Nobre teve a capacidade de captar e prender a atenção de 96 jovens adolescentes que ficaram entusiasmados e não revelaram qualquer tipo de enfado. Estiveram, também, presentes 4 professores. José Nobre teve, ainda, a mestria de interagir com o público de forma dinâmica e conseguiu fazer com que participassem ativamente. Foi uma atividade onde se aprendeu, divertiu e ficou um registo, da riqueza da vida e obra Du Bocage e, o profissionalismo do ator. Gratos pelo desempenho. Ficamos à espera de mais atividades semelhantes. Num tempo em que os jovens mostram resistência e desinteresse pela literatura do nosso país, é importante iniciativas que mostrem aos jovens interpretações inovadoras das obras.
Momentos hilariantes com a Biblioteca da Escola Secundária D. João II.
 Agradecemos aos professores: Eurico Coelho, Natércia Gouveia, Alberto Lopes, Maria Macieira e Maria José Pereira pela colaboração.


15 de março de 2015

Mais leituras entre a Poesia e a Ciência

Leitura do poema - Eterna presença, pelos alunos Rodrigo e Andreia do 7ºG

Leitura do poema - Pastoral, pelos alunos Pedro e Alexandre do 7ºG


Leitura do poema - Homem Novo, pelos alunos Gonçalo e Gabriel do 7ºG



Poesia e Ciência: Poema para Galileo

Poema para Galileo
Leitura da Bianca, Camila e Beatriz do 7ºG

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão



Poesia e Ciência: Lição sobre a água de António Gedeão

Poema: Lição sobre a água de António Gedeão
Lido pelo Gabriel do 7ºG e pela profª Gracinda

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.
Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.