21 de julho de 2012

O Projeto Livrão

O Projeto Livrão : Troca de Manuais Escolares continua na Mediateca da Escola Secundária D. João II, Setúbal






O Projeto Livrão vai continuar para o próximo ano letivo vai à Mediateca colabora e inscreve-te!

Contacto: mediateca@djoaoii.com


4 de junho de 2012

Eu Sou o Espaço Onde Estou


                             “Eu sou o espaço onde estou” 
                                                        Noel Arnaud


A nossa existência num lugar, altera este, não somos inexistentes, mesmo que a nossa presença, quer numa conferência de empresa, quer numa sociedade... seja quase nula. O meio que nos circula altera-se mesmo que não marquemos muita presença, quer seja por pena ou ódio ou alegria relativamente aos outros indivíduos dessa mesma comunidade. O facto é que este meio não é indiferente à nossa presença. E este meio altera-se positivamente ou negativamente conforme a atitude positiva (praticar o bem) ou atitude negativa (praticar o mal) respectivamente, nem que seja por um pouco... Podemos confirmar isto pela diversidade de tradições, de atitudes, de hábitos, de virtudes... que existem de país para país. Torna-se evidente que as atitudes e virtudes de um só individuo ou um grupo de indivíduos influencia outro(s) que por si influencia outro(s) e assim sucessivamente como uma doença ou como uma moda. Sabendo que cada ser importa,então, qual será a atitude a ter? Deveremos tornar o meio melhor, mesmo que não tenha resultado dentro do nosso tempo de vida ou nem sequer tenha algum resultado, espalhando uma virtude ou um costume pelos outros, de maneira a tornar algo melhor? Visto que estamos amaldiçoados ou abençoados (a vosso entender) pelo facto de que, se querermos mudar um meio, temos de mudar o que contido nesse meio, como querer mudar a maneira de pensar de um pais implica ter de mudar a maneira de pensar dos seus habitante. Então, devemos praticar o bem ao o mal? e alguma diferença faz? Na minha opinião, como sei que qualquer pessoa influencia o meio onde está, e que esse meio repleto de outras pessoas também me influenciam, pelas coisas que lhes poderei ter passado, não farei injustiças, nem realizarei ódio... pois poderá reflectir-se em mim. Existe outra forma de marcar presença? Sim, posso marcar presença introduzindo na minha sociedade (por exemplo) cinismo, ódio, raiva, inveja... para as outras pessoas, e isso sem dúvida pode afectar o meio envolvente e criar um certo caos, mas sempre com o objectivo de marcar presença. É mais fácil praticar o mal mesmo que não nos interesse o "feeback" que podemos receber mas tarde daqueles que contaminamos com o nosso mal. Mas... mesmo que façamos algo mal e se não estivermos a querer saber os efeitos que terão no meio, pensemos no seguinte: alguém se lembra daquele homem rico, arrogante, que arruinou uma família para a sua felicidade e que viveu no em 1854?... pois eu também não, mas certamente muita gente está familiarizada com a pessoa de nome Galileu?. Talvez tu próprio queiras ser relembrado/a? Então não vivas para que a tua presença seja instantânea através da tua possível felicidade e infelicidade dos outros mas que a tua presença seja relembrada pelo bem que causas no espaço em que estás, e que seja eterna e exemplo para os outros, se te entenderem. Assim como Bob Marley uma vez disse: "Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida..." e aqui tens a prova de 100% que fizeste bem no mundo, ou melhor não saberás, não cá estarás, mas os outros saberão, e irão te agradecer e relembrar pelos teus feitos no espaço em que estiveste.

 Luís do Ó 11º A

1 de junho de 2012

Exposição da Turma de Artes do 12º Ano na Biblioteca















   Aqui fica o registo fotográfico da Exposição da Turma de Artes, do 12º Ano,  que decorre de maio a outubro de 2012, na Biblioteca da nossa escola.

25 de maio de 2012

As Crianças Sabem da Paz - 2º Prémio


                               As crianças sabem da paz


      Acordar de manhã com um sorriso nos lábios é difícil, mas é sem dúvida a melhor forma de começar o dia em paz. Quando o meu irmão de 6 anos salta para a minha cama cheio de energia e diz: “Joana, acorda para a vida”, apesar de me apetecer ficar enrolada nos lençóis e desejar que ele se vá embora para poder dormir mais um bocadinho, não consigo deixar de sorrir-lhe e de sentir uma paz enorme dentro de mim.

     A melhor doação que podemos fazer é dar um sorriso. Não se gasta nada para doá-lo, mas tem um grande valor para quem o recebe. Dura só um momento, mas a sua lembrança pode perdurar para o resto da vida. Não se compram sorrisos, não se pedem emprestados, também não se roubam, são espontâneos.

     Um sorriso pode querer dizer muita coisa: “desejo-te um bom dia”, “és bem-vindo”, “estás perdoado”, “gosto muito de ti”, “tinha saudades tuas”, “obrigado por seres meu amigo”…

      Já fiz a seguinte experiência: no caminho de casa para a escola, sorri a todas as pessoas com quem me cruzei e o resultado foi que recebi quase sempre retribuição. Uns mais envergonhados, outros mais expansivos. Mas não há dúvida que sorrir é contagiante.

      Um sorriso é a linguagem universal da paz, um sorriso lava a alma, cura doenças, salva vidas, cria laços, é eterno, é uma lição de solidariedade. Um sorriso é a melodia da paz.

     O sorriso de uma criança é um sorriso natural, verdadeiro, intenso e, por vezes, inocente.

     E já agora, vamos sorrir mais um pouco, para através desse sorriso espalhar a paz que existe dentro de nós?


      JOANA FOITO – 10º B

 * O Trabalho da Joana recebeu o 2º prémio a nível local e o 2º prémio a nível nacional.

24 de maio de 2012

Sobre Fernando Pessoa


        Sobre Fernando Pessoa

       "Do lar que nunca terei!" é assim que escreve e sente Fernando Pessoa, uma alma solitária que vagueia pelo mundo de todos nós, pelo mundo criado por ele próprio e pelo seu imaginário. Pessoa é um poeta do Mundo e não de um espaço, não tem local de nascimento a não ser na Terra, não tem um espaço a que chame casa ou lar, o mundo inteiro é esse espaço.

       Ele considera que não teve lar, não tem lar e nunca terá. Esse sentimento vivenciado pelo poeta passa para o papel através da bela poesia que apresenta e cria um tema, um modo de escrever e uma assinatura que é, apenas e só, sua. Pessoa utiliza as suas vivências para espelhar a vida de outros, utiliza a sua extraordinária imaginação para ser outros. Sozinho, Pessoa é, mas sozinho Pessoa não está, fisicamente sozinho aparenta estar, mas psicologicamente uma multidão o acompanha.

       O poeta pode-se considerar parteiro pela maneira como traz ao Mundo e dá vida a tanta gente e pode-se considerar coveiro pela maneira como enterra personagens que personificou. No nome apenas traz uma pessoa, mas no imaginário traz Portugal inteiro.
 Paulo Ribeiro, 12ºD

 Setúbal, 16-02-2012

23 de maio de 2012

AS CRIANÇAS SABEM DA PAZ - 1º Prémio



AS CRIANÇAS SABEM DA PAZ


          Eu costumava brincar com pequenos soldados verdes. Eles lutavam e guerrilhavam enquanto eu brincava contente. Passava dias a brincar assim, feliz. A minha mãe fazia-me um sumo de laranja e deixava-me brincar no jardim, por entre as árvores, enquanto eu inspirava aquele odor surpreendentemente doce que rodeava o ar. O verde inebriante ofuscava-me a visão para lá do portão da minha casa.
        E as minhas tardes de Verão desenrolavam-se assim, serenas e pacíficas. Eu sorria em todas aquelas tardes, sentia um forte sentimento apaziguador. E, à noite, voltava sempre para o quarto, para brincar com os meus soldados. Os mesmos soldados com que sempre brincava. E eles lutavam e guerrilhavam, enquanto eu brincava contente.
         Eu já tinha uma certa idade, os meus doze anos, mas continuava a brincar com os meus soldados. Todos os dias. Reconfortavam-me, era o refúgio do meu dia-a-dia. Os soldados e a natureza que me rodeava revigoravam-me, pacificavam-me o corpo e a alma. Isso e os sumos de laranja doces que a minha mãe fazia, os sumos que eu dizia saberem a “amor”. E já depois dos meus doze anos, comecei a perceber que aquela paz estava prestes a esmorecer, algo para lá do compreensível sussurrava-me o decaimento dos meus refúgios.
       E assim aconteceu.
      Um dia, o meu pai, há muito desaparecido, telefonou-me. Nesse dia, num dia em que a minha mãe não aparecera em casa depois do trabalho, nesse dia cinzento que fazia tudo parecer mais distante e menos real, ele telefonara-me.
         - A tua mãe morreu, rapaz – proferiu, no tom mais altivo, rouco e despreocupado que conseguiu impor à sua voz.
       Eu parei. O telemóvel escorregou-se-me por entre os dedos e eu só pensei:
       Acorda, por favor!
       Mas não acordei. E aquele pesadelo puxou-me para o seu cerne, qual buraco negro a consumir luz.
       A minha paz desfez-se. O meu amor retraiu-se e toda a beleza deixou de fazer sentido.
       Eu costumava brincar com pequenos soldados verdes, eu costumava brincar por entre as árvores do meu jardim, eu costumava beber o sumo de laranja que a minha mãe me preparava. A minha mãe.
       Hoje moro com a minha avó, numa casa pequena. De vez em quando ainda sinto a frescura da natureza, recuperei o meu amor, e construí um novo conceito de paz. Um conceito novo, só meu. Posso dizer que aprendi a viver com o que tenho e com saudades do que já tive. E se me perguntarem se sou feliz, eu respondo que sim. Porque sou. Tenho mais do que poderia alguma vez desejar ter: tenho uma mãe a guiar-me, todos os dias, uma mãe que aceita as minhas decisões sem me julgar, que me apoia sem falar e que, mesmo sem eu pedir, me agarra se eu me desequilibrar. Tenho tudo o que preciso.
       Descobri a paz noutros lugares, rebusquei e encontrei-a e ela acompanha-me, tal como me acompanhava quando eu era uma criança. Ainda brinco por entre as árvores, ainda me arrepio ao inspirar o odor fresco da natureza. E a minha avó faz-me sumos de laranja, mas não sabem a amor, sabem a ternura. E quanto aos soldados verdes? Ofereci-os. Já não precisava deles, sou o meu próprio soldado. Luto pelo que quero e guerrilho pelo que me pertence, derrubo os meus obstáculos como mais ninguém consegue e atinjo as minhas metas sem derrubar ninguém durante a viagem.
        Eu sei da paz, as crianças sabem da paz e quem acredita nela também a conhece.


MARGARIDA NIETO – 10ºB

*  O trabalho da Margarida recebeu o 1º Prémio a nível local.

22 de maio de 2012

As Crianças Sabem da Paz - Menção Honrosa


       É dezembro, o natal aproxima-se. João já pensou na carta ao pai natal, mas não lhe ocorre nada mais se não pedir “piolhos”. Sim “piolhos”. Desejava ter “piolhos”. Tem tudo o que é de última geração, últimos modelos, os tops! 
       Todos os dias são iguais, num desassossego sossegado, de uma paz inerte, imóvel…inafetiva.
     O despertador toca às 7h. O pai do João acorda-o, da entrada do quarto, com o desejo dito numa ordem: Despacha – te! O João sai da cama quente e indolente, enfia-se na roupa. Compõe o cabelo ao espelho, e com uma coçadela, suspira por “piolhos”. Mal se senta à mesa e já o pai pronto, lhe grita da porta da rua: Despacha-te João! 
    O João arrasta os pés e a mochila até ao elevador do 10ºandar na cobertura de um prédio de condomínio privado. Descem à garagem e voam até à entrada da escola. O João sai do carro com um adeus e perde-se numa pequena multidão de outros tantos meninos…O João pergunta-se quantos destes meninos teriam “piolhos”… 
      6h da Tarde e a campainha da escola tinha acabado de tocar, já o João era engolido pela multidão até ao portão. O pai já o esperava impaciente. Como queria ter paz! 
      O João entrava no carro num só salto e até casa trocavam apenas “ Boa tarde”. O João pensava, se o pai alguma vez teria tido “piolhos”. 
    Em casa a empregada esperava-o com o lanche pronto. Lembrava-se da frase em francês e repetia-a mentalmente como para acalmar a sua falta de paz: “Sauvous la Terre… /l’ unique planete/ oú “pousse”le chocolate!”
     Rodou sobre as pernas cruzadas num carpélio de lã, na esperança de abandonar os seus pensamentos. Encostou-se a única janela sem terraço e olhou numa brechinha de céu, que o condomínio lhe permitia olhar a Terra, e voltou a ter a visão desejada, daquele menino deitado de costas no colo da mãe, enquanto esta o penteava devagarinho, detendo-se de vez em quando, enquanto parecia passear com os dedos os fios de cabelo e os acariciar… Deviam ser “piolhos”, pensou! Como ele desejava ter “piolhos”! 
     Sorriu, coçou a cabeça, acariciou os próprios cabelos, repetindo os gestos que via.
    O João sabia da paz! As crianças sabem das coisas! 
    As crianças sabem de chocolate! As crianças sabem da Paz!

       BEATRIZ SOUSA -10º B

     *O trabalho da Beatriz recebeu uma Menção Honrosa

20 de abril de 2012

Encontro com a Escritora – Isabel Alçada


Realizou-se o Encontro com a Escritora Isabel Alçada  dinamizado pela Biblioteca Escolar sobre os Livros “Uma Aventura”.


19 de abril de 2012

Semana da leitura - “Zeca Afonso, em Abril, naturalmente!”


Realizou-se a sessão dinamizada pelo Núcleo de Temas e Debates (Maria João Reis) entitulada “Zeca Afonso, em Abril, naturalmente!” com o objetivo de di vulgar a vida e obra do cantor.  
A sessão foi dinamizada pelo Carlos Guerreiro e Henrique membros da Associação José Afonso. 
Assistiram a esta sessão os alunos do 10º A, B e 12º A e D.